Empresário maringaense é preso após perseguição policial em Ciudad del Este no Paraguai
Lucas Bertechini é CEO da Black Bull Steakhouse

Um brasileiro foi preso na noite de terça-feira, 3, após uma discussão com um casal que vendia comida rápida no centro de Ciudad del Este. Segundo a polícia, ele foi preso por atentado ao pudor, mas o homem negou a acusação, alegando que tentaram cobrar dele 120 mil guaranis por um cachorro-quente grande e que ele ainda teria sido agredido.
O detido foi identificado como Lucas Paolo Cabral Bertechini, 40 anos, residente em Maringá, e dirigia um Land Rover Discovery com placa do Brasil. A operação teve início após denúncia da vendedora ambulante Rosa Lúcia Rodas Acuña, que relatou ter sido ameaçada e perturbada pelo motorista em frente à sua barraca de vendas.
Segundo o boletim de ocorrência, ao chegarem ao local, os policiais tentaram identificar o motorista, que teria se recusado e entrado no veículo para fugir, dando início a uma perseguição até a Área 2 do bairro de San Miguel, onde foi detido. Durante a abordagem, foram apreendidos a caminhonete, duas garrafas de bebidas alcoólicas e um telefone celular. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro.
A denúncia alega atos de resistência, perturbação da paz e exposição indecente. No entanto, após sua prisão, o brasileiro apresentou sua versão dos fatos e negou ter ameaçado a mulher ou ter tirado a roupa.
“Eles rasgaram minha camisa. Queriam me cobrar mais porque sou estrangeiro; iam me cobrar 120.000 guaranis por um cachorro-quente gigante. O homem e o parceiro dele estavam me batendo. O policial veio para cima de mim, e eu saí do local, entrei no carro e corri”, disse ele.
Ele acrescentou que ele e alguns amigos tinham vindo de Maringá com a intenção de ir a um cassino. “Eu não ameacei ninguém”, afirmou. O incidente foi comunicado ao Ministério Público, que determinou que o detido permanecesse na delegacia, em livre comunicação e à disposição do promotor. (inf Diario Vanguardia)



