Política

Projeto condiciona ligação de água e luz à autorização da Defesa Civil em áreas de risco

Medida, em tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados, busca prevenir tragédias urbanas, ampliar capacidade de resposta do Estado e salvar vidas

A Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, o regime de urgência para o Projeto
de Lei (PL) 819/2022, de autoria do deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR),
que estabelece a exigência de autorização da Defesa Civil para a ligação de água e energia
elétrica em imóveis situados em áreas de risco, como encostas, morros e margens de rios.
A proposta tem como objetivo central prevenir desastres e reduzir o número de vítimas em
enchentes e deslizamentos – cenário agravado pelas mudanças climáticas.

Se o imóvel está em uma área de morro ou à beira de um rio, onde há risco de
desmoronamentos e enchentes, essa avaliação é fundamental para ampliar a capacidade
de planejamento e de resposta do Estado”, argumenta o autor. “É uma medida
complementar para evitar acidentes, salvar vidas e facilitar o trabalho dos órgãos de
proteção no enfrentamento às mudanças climáticas, sobretudo nos ambientes urbanos.”

De acordo com o deputado, a proposta cria um mecanismo objetivo de prevenção,
permitindo a atuação antecipada do poder público em áreas com histórico de risco. “Não é
uma proposta que substitui políticas habitacionais nem resolve, isoladamente, o problema
da ocupação irregular dessas áreas. Mas ela se soma a outras iniciativas de ordenamento
urbano, contribuindo para reduzir vulnerabilidades e proteger a população em regiões mais
expostas”, explica.

GESTÃO
A exigência de autorização prévia da Defesa Civil pode aumentar a eficiência da gestão de
risco. Ao integrar a análise técnica como condição para a liberação de serviços essenciais,
o PL 819/2022 fortalece a prevenção e amplia a capacidade de resposta do Estado diante
de situações que, muitas vezes, resultam em tragédias.

Com a aprovação do regime de urgência, a proposta ganha prioridade na tramitação,
avançando mais rapidamente para a votação em plenário na Câmara dos Deputados.

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