Política

Moro recebe Carta do Sudoeste e promete fiscalização rigorosa de estradas e pedágios

Candidato ao Governo do Paraná recebeu documento com demandas de 42 municípios e afirmou que Lote 6 exige atenção especial; Moro também se comprometeu a enfrentar problemas de infraestrutura e quedas de energia que prejudicam produtores rurais

O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), recebeu nesta quinta-feira, 27, em Francisco Beltrão, a Carta do Sudoeste 2026 e reforçou o compromisso de enfrentar os principais gargalos de infraestrutura da região, especialmente nas estradas, nos pedágios e no fornecimento de energia elétrica.

Durante o encontro promovido pela Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná (ACAMSOP), Moro afirmou que as condições das estradas continuam sendo um problema crônico para o Sudoeste e outras regiões mais distantes da capital. Segundo ele, embora tenha havido uma aceleração recente nas obras, a região avançou pouco em infraestrutura rodoviária nas últimas décadas.

Um dos nossos principais compromissos é uma vigilância constante em relação aos contratos de pedágio das concessões. Obra prometida não é obra realizada”, afirmou.

Moro disse que pretende fortalecer a fiscalização dos contratos por meio da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) e dos órgãos públicos estaduais, inclusive com eventual delegação de competências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele também afirmou que pretende dar visibilidade, no âmbito do Governo do Estado, ao acompanhamento das obras previstas nas concessões.

O candidato citou como referência o Observatório Digital de Pedágios, iniciativa da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) que permite acompanhar as obras previstas, o que já foi executado e eventuais atrasos.

Queremos dar visibilidade do governo do Estado. O primeiro compromisso com os pedágios é esse: que as obras sejam feitas no prazo realizado”, disse.

Além da execução das obras, Moro afirmou que será necessário avaliar se as tarifas cobradas em algumas praças não se tornaram proibitivas. Ele citou especificamente o Lote 6, que atende a região Sudoeste, como um dos pontos mais preocupantes.

Para Moro, uma eventual redução de tarifas deve respeitar os contratos de concessão e ser buscada por meio de negociação e dos mecanismos previstos nos próprios acordos. Ele defendeu que eventuais excessos de arrecadação possam ser revertidos em benefício dos usuários.

Não adianta bravataria, bater a mão na mesa e dizer ‘acaba’ ou ‘baixa’, porque nós já vimos que isso não funciona. Governo de direito respeita contratos. Mas o nosso compromisso é utilizar os próprios instrumentos dos contratos, que também preveem que, se há excesso de arrecadação, há possibilidade de reverter esses valores para os usuários”, afirmou.

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