Moradores denunciam abandono do antigo Tropical Waterpark

O que um dia foi sinônimo de lazer e turismo em Maringá se transformou em motivo de medo e indignação para quem vive na Vila Emília, região sul da cidade. Moradores da região denunciam o estado de total abandono das antigas instalações do Tropical Waterpark, localizado na Avenida Arquiteto Nildo Ribeiro da Rocha. Segundo os relatos, o espaço virou um criadouro a céu aberto de focos do mosquito Aedes aegypti e de animais peçonhentos.

“Um criadouro de dengue e bichos e a prefeitura não faz nada“, desabafa um leitor morador do bairro, expressando a revolta da vizinhança com o descaso que se arrasta há anos.
Com as estruturas desativadas e piscinas abandonadas, o acúmulo de água parada após os períodos de chuva agrava a preocupação. O morador alerta que a situação atingiu um ponto crítico, gerando um risco iminente de uma epidemia de dengue na região caso nenhuma medida urgente de fiscalização e limpeza seja adotada.
” A Prefeitura de Maringá informa que mantém acompanhamento e fiscalização periódica do imóvel onde funcionava o antigo complexo de lazer Water Park, com o objetivo de evitar o acúmulo de água e a formação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Embora a manutenção do imóvel e das piscinas seja de responsabilidade do proprietário, a Prefeitura tem adotado medidas para reduzir os riscos à saúde pública. O local é um ponto estratégico de atuação das equipes de controle de endemias, com vistorias frequentes para identificação de possíveis criadouros e pulverização de inseticida. Na manhã desta segunda-feira, 28, uma equipe esteve novamente no imóvel e realizou a desobstrução do ralo de uma das piscinas, que estava bloqueado por vegetação, permitindo o escoamento da água acumulada. A ação integra o trabalho de acompanhamento realizado pelas equipes para evitar que a água permaneça no local e possa favorecer a proliferação do mosquito.
O município informa ainda que tem notificado e aplicado multas quando são constatadas irregularidades no local. O imóvel possui, atualmente débitos municipais inscritos em dívida ativa, sendo que cinco desses débitos já estão ajuizados. Entre as irregularidades que resultaram em autuações estão aquelas relacionadas à falta de manutenção das piscinas e ao risco sanitário decorrente do acúmulo de água.
O alvará de funcionamento do complexo de lazer foi encerrado em 2011. Desde então, o imóvel permanece sem atividade de funcionamento como parque aquático.
A Prefeitura reforça que o acompanhamento do imóvel permanece ativo, com novas vistorias e adoção das medidas previstas na legislação sempre que são identificadas situações que possam representar risco à saúde pública.”



