Richa vai esperar que Ricardo Barros cumpra acordo para renunciar

De Cícero Cattani:

Não querendo ser mais um a confiar e decepcionar-se com a passagem do governo ao vice, Beto Richa somente oficializará a renúncia dia sete, quando estará de volta da viagem a Las Vegas, tempo para Cida Borghetti antecipar a composição do seu secretariado e os nomes dos dirigentes das estatais.
Se o combinado for cumprido, tudo bem. Caso contrário, pode recuar. Não foi à toa que também postergou o apoio à candidatura de Cida.
Beto Richa quer nomes de sua confiança ocupando postos estratégicos no governo de nove meses de Cida Borghetti. Ele quer a máquina oficial na campanha para o Senado e garantia da eleição do irmão Pepe e do filho Marcello, além de pontos intocáveis de sua gestão.
Por ora, é a explicação da não renúncia nesta segunda, quando comunicou apenas que será candidato e não declarou apoio à candidatura da vice ao governo. As negociações com Ricardo Barros demandaram algum tempo. Segundo o colunista Rogerio Galindo, Beto Richa negociou longamente sua saída do governo no próximo dia sete. Pois sabia que, além de seus interesses pessoais, havia muito mais coisa em jogo. E que, se ele tinha algo a perder, havia gente que tinha muito mais a ganhar. E se tem algo que um político não perde jamais é uma boa oportunidade de barganha.