Policia Federal prende 2 em Maringá e 1 em Marialva por pornografia infantil

(foto Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

A Polícia Federal (PF) cumpriu vários mandados de busca e apreensão e de prisão na casa de pessoas suspeitas de praticar pornografia infantil e, alguns, até abuso de vulneráveis.
Segundo o delegado da PF que coordena a Operação Glasnost, Flávio Augusto Palma Setti, dois homens foram presos em flagrante em Maringá e um em Marialva. Eles têm entre 20 e 50 anos. Os nomes não foram divulgados pela PF.
Esta é a 2ª fase da operação. A primeira foi deflagrada em 2013, resultando na prisão de várias pessoas ao longo dos anos, mas a Polícia Federal preferiu trabalhar em silêncio até a deflagração
da 2ª fase. “Não era interessante que os abusadores soubessem que aquele ambiente continuava sendo monitorado“, explica o delegado.
Ao todo, mais de 60 pessoas foram presas nos 14 estados em que a operação foi realizada. Também foram cumpridos 80 mandados de busca e apreensão.
Os suspeitos, conforme Setti, produziam, armazenavam e distribuíam fotos e vídeos de bebês, crianças e adolescentes – alguns deles em cenas de abuso sexual por adultos. O conteúdo era compartilhado na internet aberta e encaminhado até para pessoas de fora do País.
Essas pessoas, segundo o delegado, pertencem às mais diversas classes sociais, tem diferentes profissões e idade. Alguns, além da replicação de pornografia, também abusavam das vítimas. “Tem estudantes, de 19, 20 anos, um homem de 80 anos que nem conseguia sair da cama, professores, médicos, pessoas muito simples e pessoas com condições financeiras muito favoráveis. Não tem nada a ver com a profissão, mas é algo que a pessoa fazia nos bastidores“.
Alguns dos investigados já tinham sido presos mais de uma vez por crimes relacionados à pedofilia.
Os investigados presos foram levados para o órgão competente e serão acusados.
Na região de Maringá, os três presos pagaram fiança e foram liberados. Um deles, de 32 anos, chegou a ser encaminhado à 9ª Subdivisão Policial de Maringá, mas depois pagou a fiança.
Ele é técnico em informática e foi autuado em flagrante pelo artigo 241 B, do Estatuto da Criança e do Adolescente, por adquirir, possuir ou armazenar por qualquer meio fotográfico,
vídeo ou outra forma de registro que contenha cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescente. A pena varia de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.

Vítimas
Desde o início das investigações, 15 vítimas foram identificadas e o número deve aumentar. (inf Roberto Silva/O Diário)