Operação da PF prende suspeitos de golpes via aplicativos de mensagens

A governadora do Paraná, Cida Borghetti, foi uma das vítimas da quadrilha

A operação Fraude foi realizada na manhã desta terça-feira (17) para cumprir ordens judiciais de busca e apreensão, além de prisões preventivas contra suspeitos de clonarem linhas telefônicas e aplicarem golpes por meio de um aplicativo de mensagens.
Durante a operação, quatro pessoas foram presas, dois carros (uma BMW e uma Hilux SW4) e diversos celulares apreendidos. Outras duas pessoas, uma mulher e um vendedor ambulante, já haviam sido presas em junho, suspeitas de participarem dos golpes. A dupla emprestou contas bancárias para parte de depósitos.
O primeiro alvo da polícia foi o chefe da quadrilha. Ele foi o hacker que invadiu um grupo de conversa, descobriu o número de várias autoridades e clonou os chips para aplicar os golpes. O homem foi preso em sua residência, localizada em um bairro nobre de São Luís, capital do Maranhão.
As investigações se iniciaram depois que os suspeitos clonaram os aparelhos de cerca de 25 políticos, entre eles o aparelho celular da governadora do estado do Paraná, Cida Borghetti (foto), clonado quatro vezes no mês de março, deputados federais, estaduais e ministros de Estado que também tiveram os números clonados.
A organização criminosa aliciava laranjas para abrir contas e receber as transferências bancárias da lista de contatos das vítimas. O bando clonava as linhas telefônicas e solicitava empréstimos perante os contatos do titular da linha clonada. Somente este ano o chefe da quadrilha adquiriu cerca de 80 chips que foram adulterados.
Ainda de acordo com o delegado, os golpistas se passavam pelas autoridades, alegando que tinham seu limite de transferência bancário excedido e solicitavam que a pessoa da lista de contatos da agenda telefônica fizesse uma transferência complementar para uma conta dada pelo falsário. Em alguns casos os golpistas encaminhavam boletos a serem pagos pelas vítimas, que acreditavam estar fazendo um favor para as vítimas.
Computadores da lan house em que o chefe da quadrilha era proprietário também foram  apreendidos. A análise dos aparelhos devem ajudar a investigação a esclarecer como os bandidos agiam. (inf RIC Mais)