“Apenas uma entre mil pessoas chegam a namorar”

Aplicativos de namoro: como lidar? Terapeuta comportamental faz alerta sobre os perigos dos aplicativos de paquera

No Brasil temos poucos aplicativos bons e confiáveis, e isso vem gerando uma série horrível de acontecimentos emocionais, psíquicos e até mesmo físicos como o último que nos horrorizou com suas cenas chocantes de violência e quase morte.
“Não consigo entender o que aconteceu com as pessoas que trancam seus corações sem dar opções de conhecer pessoas e se relacionar ao vivo como sempre foi”, fala Andrea Murgel, terapeuta comportamental e autora do livro Mariposa Azul.
A terapeuta explica que diversas pessoas a procurarem para entender se devem ou não seguir com um relacionamento virtual. A maioria de seus clientes são de São Paulo, capital. Ela argumenta que as pessoas devem tomar cuidado, pois atrás de uma tela todos podem ser o que quiserem, e esse é o grande perigo, pois se escondem psicopatas, gêneros, suicidas, aparências, níveis sócio culturais e muitos outros fatores, o que torna tudo isso cada vez mais preocupante, pois as pessoas estão praticamente viciadas em namoros à distância.
“Sim, de 1000 pessoas, 1 casal namora por aplicativo e se casa. Mas a questão é: vamos arriscar?”

Ela fala que seria bom se houvesse um Cat Fish (programa de tv que desvenda casos amorosos enganosos para quem os procura)
para todos os casos, pois eles descobrem tudo. Mas não há, então ela transmite alguns sinais e dicas importantantes para que rodam possam analisar:
A foto: Parece nada, mas diz muito, observe muito a foto o lugar a roupa e principalmente o olhar. Peça muitas fotos. Se vier nude, fuja.
As palavras: O que dizem? São fortes o bastante para te impressionar? A pessoa parece sincera ou as vezes se contradiz? Ou diz só diz coisas maravilhosas?
Pense: A vida é real. Não fale de sua vida íntima, procure ser mais formal e mais vago de início.
Marque um café à tarde, num local com pessoas ao redor. Mas se só podem à noite porque trabalham e não tem tempo, que tal sugerir um happy hour?
Não beba no primeiro encontro fique alerta para todos os detalhes.
O tempo é irrelevante, pois se você está com um psicopata ou sociopata, ele ou ela se mostrará em qualquer momento, não precisa conhecer bem pelas redes.
Se for alguém te enganando, não vai querer ir ao encontro, aí você sai fora dessa tambem.

Menores de idade?
Que os pais não os permitam entrar em sites de namoro nunca. Eles precisam interagir no mundo real e, não se expor ao risco de pedofilia ou algo assim.
Em todos os casos eu fico esperando que volte o romantismo, o respeito e aquele frio na barriga de conhecer alguém que realmente possa ser seu sem ter sido extraído de uma tela de computador.

Andrea Murgel