Veneza aprova nova ‘taxa de entrada’ para controlar turismo de massa

Previsão é que a taxa comece a ser cobrada a partir do próximo mês de maio nesta cidade do norte da Itália e durante este ano custará 3 euros, enquanto a partir de 2020 aumentará para 6 euros. Mulheres mascaradas e com vestidos de época ao lado de canal em Veneza neste sábado
Manuel Silvestri/Reuters
A câmara municipal da cidade italiana de Veneza aprovou nesta terça-feira (26) a introdução de um novo imposto que deverá ser pago por quem visitar seu centro histórico, uma “taxa de entrada” com a qual se pretende controlar o turismo de massa.
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Votaram a favor 22 dos 33 representantes locais presentes, graças à maioria da direita, e também se adotou uma diretiva para tornar imediata a aplicação desta norma, segundo um comunicado do consistório veneziano.
Em Veneza, como em outras cidades turísticas da Itália, o visitante precisava abonar uma taxa por cada noite que pernoitava ali, mas agora pagará este imposto alternativo aquele que só visitar Veneza para passar o dia.
O objetivo é tirar proveito econômico do grande fluxo turístico da cidade, às vezes insuportável e que contribui para seu urgente despovoamento e seus altos preços, e empregar os fundos coletados para a manutenção do seu rico patrimônio.
A previsão é que a taxa comece a ser cobrada a partir do próximo mês de maio nesta cidade do norte da Itália e durante este ano custará 3 euros, enquanto a partir de 2020 aumentará para 6 euros.
O preço poderá chegar a 10 euros quando se registrar “um excepcional e crítico fluxo turístico”.
O imposto, aprovado no Orçamento Geral do governo italiano para 2019, estará incluído na passagem dos meios de transporte com os quais se chega à cidade dos canais.
Estão isentos do seu pagamento as crianças menores de seis anos, os incapacitados, os esportistas federados, os torcedores de esportes que cheguem com veículos públicos e as autoridades institucionais, entre outros.
Por outro lado, foram descartadas as isenções aos convidados de cerimônias religiosas ou civis como casamentos, batismos e funerais.
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Miguel Medina / AFP
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Marco Sabadin/AFP