Situação na Noma se torna insustentável, Sindicato se omite

Dezenas de funcionários da Noma do Brasil continuaram com a manifestação durante o dia de hoje (27) defronte a empresa localizada na BR 376 no Parque Industrial em Sarandi.
A reivindicação se juntou ao protesto de greve de fome do trabalhador Nilson de Oliveira, que há mais de 24 horas realiza um jejum para tentar sensibilizar a diretoria da empresa que pague os salários atrasados.
Diversas são as reclamações dos trabalhadores, que alertam para perda de benefícios conquistados além de atraso por dois meses no recebimento dos salários. Unânime também é a falta de participação do Sindicato que representa a classe. Os colaboradores reclamam que o presidente do sindicato, Epifânio Magalhães de Oliveira só aparece para entregar no fim do ano um caderno e uma bolsa aos sindicalizados, porém os trabalhadores pagam mensalmente o sindicato e tem de forma compulsória retirado um dia de seus salários para a contribuição anual.
Alguns que protestavam na frente da Noma, que já configurou entre uma das 5 maiores empresas do ramo de implementos rodoviários do Brasil, disseram que no período que a empresa estava sob o comando do senhor João Noma corria tudo muito bem, e pediam a volta dele para sanar os problemas.
A empresa enfrenta séries dificuldades financeiras decorrentes principalmente pela crise que se abateu no país nos últimos dois anos. (foto André Almenara)