Simpósio Sul-Brasileiro de Olericultura – Horticultura

Dificuldades e soluções para hortaliças serão debatidos durante o Simpósio Sul-Brasileiro de Olericultura – Horticultura: Ciência e Tecnologia em prol do Agricultor, que acontecerá no período de 29 de agosto a 1 de setembro.
O evento é organizado pelo Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural de Horticultura, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Cerca de 500 pessoas, entre pequenos agricultores da região, agrônomos da região Sul, estudantes e pesquisadores, e 30 instituições e empresas estarão reunidos em atividades de campo e com a apresentação de pesquisas relacionadas a Olericultura. O programa, com visitas técnicas, palestras, consultoria e diversos outros auxílios, já atendeu 40 municípios, beneficiando mais de 500 produtores, da região Noroeste do Paraná, em 2016.
Em 2015, o mercado de hortaliças movimentou cerca de R$ 4,03 bilhões, no Paraná, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De 2000 a 2015 houve um crescimento de 77% na produção de hortaliças. “O desempenho se deve basicamente a investimento em novas tecnologias, manejo e conservação do solo agrícola. O que tem feito com que as produtividades das mais variadas culturas venham aumentando ano a ano”, segundo relatório de olericultura da Seab.
Entre as dificuldades enfrentadas pelos produtores de hortaliças estão as ameaças mais intensas como pragas, doenças, clima e solo, segundo o coordenador do projeto, professor José Usan Torres Brandão Filho. “Se fosse para traçar um paralelo, em uma plantação de soja, por exemplo, há, em média, 15 ameaças, enquanto uma de tomate é algo em torno de 100”.
Os problemas nas lavouras de horticultura têm causado grandes impactos no interior do Paraná, principalmente nas cidades pequenas. Entre eles estão o êxodo rural e/ou a saída dos jovens para as cidades. Ou seja, deixando o interior escasso e as grandes cidades lotadas.
Para estudar soluções e apresentá-las aos pequenos agricultores é que nasceu o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural de Horticultura, na UEM. O programa foi criado em 2016, com apoio da Secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), investindo cerca de R$ 1,5 milhão, por meio do Fundo Paraná.
Com a participação de professores, alunos e engenheiros agrônomos, o programa, além de desenvolver pesquisas, tem uma clínica para análise de pragas, doenças e outras ameaças a hortaliças. Entre as linhas estão a irrigação, fisiologia vegetal, fitopatologia e pós-colheita, explica o professor Ademir Moribe. “Desenvolvemos experimentos com manejo e controle de água na irrigação, monitoramento e tutoramento de plantas, controle de pragas, pós-colheita e comercialização”.
O programa também fez ações sociais, como montagem e manutenção de hortas didáticas e terapêuticas, com adaptações para a terceira idade e crianças. Entre os locais estão a Escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e Ensino de Língua Brasileira de Sinais, creche da UEM etc.

Evento: No primeiro dia do evento, acontecerá o Dia de Campo. Um passeio pelos campos de plantio de 5 mil m² do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural de Horticultura. No local haverá oito estações, cada uma com uma pesquisa diferente. Entre as hortas que serão visitadas estão as de tomate, pepino, feijão de vagem, ervilha torta, couve-flor, couve brócolis.
A ideia é apresentar aos produtores nas estações as pesquisas que ajudaram a aumentar a produtividade das hortas. Desta forma, contribuindo também para o maior desenvolvimento econômico do interior. Durante o simpósio há mesas redondas para debater melhores soluções para o manejo de água, produção de orgânicos e outros temas. Também serão ofertados minicursos para os interessados.
É possível consultar a grade da programação por meio do endereço eletrônico aqui: