Ministério Público, Câmara de Vereadores e Tribunal de Contas investigam vereador Homero Figueiredo Marchese

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) informou nesta sexta-feira (6) que vai instaurar procedimento para apurar denúncia formulada contra um vereador de Maringá, no norte do Paraná, suspeito de usar meios ilegais para conseguir informações da prefeitura, acessando clandestinamente banco de dados, além de ter contratado um condenado pela Justiça para atuar como assessor, entre outras irregularidades.
O investigado, vereador Homero Marchese (PV), que é ex-servidor do TCE-PR, também é alvo de uma Comissão Processante da Câmara, aprovada na quinta-feira (5), proposta com base em denúncia do próprio partido. Segundo a denúncia, o vereador tem atuado com desvio de finalidade e abuso de poder.
O procedimento instaurado pelo TCE-PR leva em conta as mesmas denúncias que levaram à abertura da investigação contra o vereador na Câmara.
Quanto à Comissão Processante, Marchese declarou que o pedido parte da prefeitura e é uma represália. “É lamentável que a prefeitura parta para esse caminho. Estão tentando dessa maneira calar minha voz e o trabalho que eu faço aqui na Câmara com bastante independência“, declarou.
Além disso, o parlamentar disse que vai buscar a Justiça para anular a denúncia, já que ele faz parte da direção do PV e não foi comunicado sobre nenhuma reunião sobre o assunto. (inf G1)

Mais investigação
O Ministério Público abriu inquérito no mês de Julho após aceitar denúncia feita pelo jornalista Angelo Rigon (que durante a última sessão da câmara (5) foi agredido por familiares de Figueiredo e teve seu celular roubado por simpatizantes do vereador denunciado) pela prática de ato de improbidade administrativa decorrente da violação da norma jurídica de Lei Complementar Municipal 952/2013, que proíbe a contratação com o poder público de condenados em segunda instância pela Justiça.
O caso específico remete a contratação, por parte do vereador, de seu assessor Ezio Coelho Ribeirete, que estava lotado no gabinete de Figueiredo. Ezio só foi exonerado dias após o pedido de informação pelo jornalista a câmara de vereadores de Maringá.