Lava Jato: as suspeitas por trás dos apelidos dos políticos

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da Operação
Lava Jato na corte, determinou a abertura de inquéritos contra 8 ministros do
governo do presidente Michel Temer (PMDB), além de 24 senadores e 39
deputados federais, 98 políticos, no total.
Além disso, retirou o sigilo sobre o conteúdo dos documentos entregues pela
empreiteira nas delações, inclusive das planilhas que revelam apelidos ou
codinomes que os políticos recebiam da Odebrecht para o pagamento de quantias
que, segundo os delatores, eram repassadas como caixa dois.
Muitos dos políticos citados nas planilhas não têm foro privilegiado. Por isso, os
pedidos de investigação sobre as suspeitas contra eles, feitos pela Procuradoria Geral
da República, não foram analisados pelo STF e ainda serão avaliados por
outras instâncias do Poder Judiciário.
Segundo delação do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior,
conhecido como BJ, os executivos da empresa que tinham contato com os políticos
definiam os apelidos.
Ao usar os codinomes, a intenção da cúpula da empresa era evitar que funcionários
do “baixo clero” da Odebrecht, que executavam as ordens de pagamentos,
identificassem os beneficiários, ainda segundo o delator. Como não havia regra
para definição dos apelidos, políticos poderiam ganhar mais de uma alcunha.
Confira a planilha completa no UOL entregue por executivos da Odebrecht .