Justiça determina busca e apreensão em casa de irmão e amigo de vereador

Na manhã desta quarta-feira (13), a Polícia Civil de Maringá cumpre mandados de busca e apreensão na casa de dois suspeitos por furtar o celular e agredir o jornalista Angelo Rigon.
A medida faz parte das investigações dos crimes, que aconteceram durante uma sessão de votação da Comissão Processante do vereador Homero Marchese, no dia 5 de outubro deste ano.
Um dos mandados foi na casa de Maurício Marchese, irmão do vereador que estava sob investigação da CP no dia que Rigon constatou o furto. Conforme a polícia, Maurício teria sido a pessoa que agrediu o jornalista, o que deu início a uma confusão generalizada.
O outro mandado foi cumprido na casa da sogra de Luiz Henrique de Andrade Rodrigues Alves, que é suspeito de ter furtado o celular de Rigon. O momento em que, supostamente, Alves pega o celular de Rigon foi filmado pelas câmeras de segurança da Câmara. Em depoimento à polícia, no entanto, ele disse que se abaixou para pegar o próprio celular, que havia caído no meio da confusão.
Alves não estava na casa, mas foi localizado na empresa de comunicação visual dele, no final
da Avenida Carlos Borges. O delegado Luiz Alves o questionou sobre a localização do aparelho, mas o suspeito nega que tenha se apropriado dele.
Durante os cumprimentos dos mandados, os investigadores não conseguiram localizar o aparelho furtado, mas as investigações continuam. “É um aparelho pequeno, pode ser escondido em vários locais. Pode ser feita uma nova intimação para inquérito e também solicitado outros mandados de buscas, pois temos que esclarecer a história por completo”.

Outro lado
O vereador Homero Marchese lamentou que o jornalista Ângelo Rigon tenha feito o que classificou como “colocado a cidade de joelhos“. Ele “já acusou três
pessoas diferentes pelo sumiço do celular e foi processado por calúnia por todas elas“, diz. Marchese também questiona a “espetacular ação montada pelo delegado do caso para tentar localizar um aparelho supostamente subtraído há meses, enquanto a criminalidade aumenta em Maringá“. (inf Tais Nakakura/O Diário)