Inquérito Civil é instaurado pelo MP contra Walter Volpato

Nesta semana a Câmara de Vereadores de Sarandi recebeu a notificação da instauração de inquérito civil contra o prefeito Walter Volpato (PSDB) pelo Ministério Público, processo nº 0138.17.001016-7, que apura irregularidades em licitações realizadas na atual administração.
A Câmara de Vereadores havia protocolado a denúncia no último dia 18, após o Presidente da Casa Legislativa, Carlos Roberto Falashi, o Leão (PDT) ter arquivado a abertura de Comissão Processante em sessão ocorrida no dia 10 de Julho, por 7 votos a 3. Era necessária maioria simples dos votos dos 10 vereadores.

A Câmara rejeitou pedido de abertura de Comissão Processante mas encaminhou a denúncia ao MP (foto Sandro Ivanowski)

A denúncia assinada pelo empresário Ademir Machado aponta possíveis irregularidades em duas licitações para contratação de empresas para o conserto de ônibus escolares e de uma ambulância.
O presidente da Câmara, Carlos Roberto Falaschi (PDT), afirmou que mesmo com o arquivamento a denúncia seria encaminhada ao Ministério Público.
Conforme a denúncia, nos dois casos o prefeito abriu licitação para contratação dos serviços. Mas, além de cancelar as concorrências que tiveram vencedores, ele contratou outra prestadora dos serviços sem justificar o motivo.
Volpato se defendeu da acusação na época através de um vídeo publicado em redes sociais. Ele classificou a denúncia como boato e disse que provaria inocência.

Os votos
Aparecido Antonio (Cido Polícia) – Não
Cilas Souza Morais – Não
Dionízio Aparecido Viaro- Não
Eunildo Zanquim (Nildão) – Não
Gilberto Messias de Pinas (Gil) – Não
José Aparecido da Silva (Nito) – Não
Carlos Roberto Falaschi (Leão) – Não
Eliana Trautwein – Sim
Erasmo Cardoso Pereira (Erasmo da Saúde) – Sim
André Luiz Celestino Jardim (Mineirinho) – Sim

Além do prefeito, a princípio os vereadores que foram contrários em abrir a investigação serão chamados pela Promotoria para prestarem esclarecimentos em relação a atitude, o MP solicitou também a Prefeitura documentos de contratação de cargos comissionados após votação, a denúncia surgiu por possível grau de parentesco ou indicação entre os contratados e alguns vereadores. (Via G1/4K Noticias)