Farmacêutica de Maringá presa na Operação Trapaça foi liberada

A farmacêutica maringaense Harissa Silvério el Ghoz, presa na última segunda-feira (5) pela Polícia Federal (PF), foi liberada neste sábado (10), quando expirou os cinco dias previstos na prisão temporária. Dos 11 presos na fase Trapaça, da Operação Carne Fraca, sete permanecem na sede da PF em Curitiba.
O delegado da PF que conduz as investigações, informou ao juízo que todos já passaram por oitivas e que considera desnecessária a prorrogação da prisão temporária. Nesta sexta-feira (9) o delegado peticionou ao juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa pela soltura dos sete presos na superintendência da PF.
A operação apura esquema de fraude em exames laboratoriais envolvendo a BRF Brasil Foods, que resultou da fusão da Sadia com a Perdigão. Harissa, que pertence a tradicional família de Maringá, é a responsável técnica pelo laboratório da Bioagri Ambiental, subsidiária local da Mérieux Nutriscienses, multinacional voltada à biotecnologia alimentar.
Em depoimento no último dia 5 em Campinas, na condição de testemunha, o presidente da Mérieux Nutriscienses do Brasil, Eugênio Luporini Neto, disse ao delegado da PF, Rodrigo Nunes Bertrand, que é o chefe de Harissa e que não tem conhecimento de fraudes envolvendo a profissional.

O argentino Juan Matias Seragopian, na condição de testemunha, no mesmo dia 5 de março disse ao delegado da PF Flori Cordeiro de Miranda Júnior, de Sorocaba, que era administrador da Bioagri e outras empresas ligadas a Mérieux Nutriscienses, que prestam serviços a BRF, e que não tinha conhecimento de nenhum esquema de fraudes e o envolvimento de Harissa.
Igualmente na condição de testemunha, Rafael Ricardo Adamczuk, coordenador do Laboratório de Microbiologia na Mrieux em Toledo, disse na segunda-feira passada ao delegado da PF Emerson Braga Corteletti, que conhecia Harissa, chefe do laboratório em Maringá, e que desconhecia qualquer esquema de fraudes nos exames laboratoriais. (inf Maringá Post)