Ex-vice-prefeito e vereadora de Sarandi têm bens bloqueados

O ex-vereador Luiz Carlos de Aguiar, que foi vice-prefeito de Sarandi, o ex-secretário de Administração Luiz Gustavo Knippelberg Martins e a atual vereadora Eliana Trautwein Santiago (PCdoB) estão entre as onze pessoas que tiveram os bens bloqueados pela justiça daquela comarca, por causa de ação civil pública em que são acusados de causar prejuízo de R$ 244 mil aos cofres públicos daquela cidade.
A empresa Mix Construtora e Empreendimentos Imobiliários Ltda. é outra ré na ação por improbidade administrativa e também teve os bens bloqueados, por decisão do juiz de direito substituto Márcio Augusto Matias Perroni, da Vara da Fazenda Pública, em 18 de dezembro passado.
De acordo com levantado em inquérito civil público, instaurado pelo Ministério Público Estadual, a então secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (ela é servidora pública municipal), junto com o secretário de Administração, contratou a empreiteira para a realização de reforma na Escola Municipal Paulo Freire, sem procedimento de dispensa ou inexigibilidade. A constituição da Mix Construtora teria sido arquitetada por Luiz Carlos de Aguiar (vereador licenciado, então na chefia de gabinete do prefeito Carlos Alberto de Paula Junior), João Mariano da Paz, Paulo Sérgio Alves Giroto, Adriana Rosa de Souza, Vanessa Romão de Oliveira, Edson Leite da Silva, Marcelo Antonio Kochepki e Milton Cardoso da Cruz, com a finalidade de fraudar o certame licitatório. A empresa – que estava em nome de Vanessa Romão de Oliveira e Edson Leite da Silva, que, segundo a liminar, emprestavam seus nomes em troca de valores mensais – seria usada para aplicação de golpes no poder público e empresas particulares de Maringá e região, “pois tratava-se de pessoa jurídica fornecedora de produtos alimentícios e congêneres, não possuindo aptidão técnica para desempenhar a função da qual foi incumbida”.
De acordo com a denúncia do MP, na reforma da escola materiais de construção foram desviados para a construção de duas casas particulares para Aguiar e João Mariano. A fraude ocorreu entre abril e dezembro e 2011. (inf Angelo Rigon)