Donos de hotel e de tabacaria em Maringá se desentendem por causa de som alto

Por Maringá Post;
Há 32 anos, o Hotel Fátima está instalado no mesmo endereço da Avenida Brasil, 5552, no Maringá Velho. Os 22 apartamentos estão ocupados desde sexta (20) até esta segunda-feira (23) – devido ao vestibular da UEM e a Expo Imin 110. E os empresários estão construindo mais 25 suítes. No entanto, nem tudo vai bem.
O problema é a poluição sonora que, segundo os hoteleiros, há um mês passou a “incomodar demais os hóspedes” do estabelecimento, que têm reclamado aos funcionários. Por sua vez, os proprietários registraram queixa na Patrulha do Som, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, mas até esta segunda, nada mudou.

O barulho, segundo os irmãos Pedro e Roberto Galbiatti, donos do hotel, “é a música alta da Toca Tabacaria, o tom das conversas dos clientes em mesas instaladas na calçada e o som automotivo dos veículos que encostam por ali”. A Toca também pertence a dois irmãos, e um deles, Alisson Douglas, disse que “o bar foi fiscalizado e não há nada errado”.
Na manhã do último domingo (22), Roberto Galbiatti foi levar mais frutas para o café da manhã dos hóspedes e, ao tomar conhecimento do número de reclamações registradas durante à noite por causa do som alto, resolveu ir à Toca conversar com os vizinhos, o que acabou em confusão e ameaças na frente do hotel, envolvendo inclusive clientes do bar.
Os hóspedes só não deixaram o hotel porque não encontraram vagas nos outros hotéis da cidade, que estavam todos cheios”, disse Pedro Galbiatti. Segundo ele e o irmão, o problema de som alto são nas noites de dos finais de semana, de sexta para sábado e de sábado para domingo, quando o bar só fecha depois que amanhece.

Junto com a sugestão de pauta enviada ao Maringá Post por meio dos canais de interação com os leitores, Roberto e Pedro encaminharam também postagem da Toca Tabacaria no Facebook anunciando a apresentação de DJs no bar, como de Alan Luck, marcado para meia-noite, e do Del Nero, a partir das 23h.

Um dos donos da Toca, Alisson Douglas, afirmou que durante a noite costuma ir até o hotel para saber se o som está incomodando e que “os funcionários sempre disseram que não”. Acrescentou que faz de tudo para controlar o tom das conversas, “o que não é fácil com 10 ou 15 mesas ocupadas” e garante que não permite “carro com som ligado por perto”.
Acrescentou ainda que “não é minha responsabilidade se as pessoas passam pela Avenida Brasil acelerando a moto durante a madrugada ou com o som do carro em alto volume”. Segundo ele, fiscais da prefeitura já estiveram no local e constataram que “o barulho estava dentro dos padrões de uma via comercial”. (inf Walter Tele)