Carnaval começa sábado; organização reforça segurança e fiscalização

A Prefeitura de Maringá anunciou na manhã desta quarta, 27, durante reunião com a participação da imprensa, que o Carnaval não será mais realizado no estacionamento no Novo Centro, ao lado das obras do Terminal Intermodal. A infraestrutura será deslocada para a avenida Rodolfo Purpur, paralela às antigas instalações da Sanbra, empresa de processamento de grãos desativada no início da década de 1990. O vice-prefeito, Edson Scabora, participou da reunião. Animais mantidos em ONG nas proximidades serão retirados e abrigados em local adequado. O Carnaval começa sábado, 2, e se encerra na terça.
A mudança considera a necessidade de proporcionar mais segurança aos participantes da festa e reduzir impacto no trânsito da área central. Os problemas ficaram evidentes durante o pré-Carnaval, realizado no sábado. A continuidade da festa, no domingo, 24, foi suspensa pelo prefeito Ulisses Maia a pedido das forças de seguranças, o que inclui a Secretaria de Segurança Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Representantes dessas instituições participaram da reunião da manhã desta quarta e referendaram a realização do evento em local mais afastado do centro, mas com toda a infraestrutura necessária para garantir tranquilidade aos participantes. “Chegamos à definição do local pensando no consenso dos foliões e da sociedade maringaense, respeitando a democratização e acessibilidade”, disse o secretário de Cultura, Miguel Fernando.
Miguel Fernando lembrou que a estimativa era receber cerca de 8 mil pessoas no pré-Carnaval, mas a presença de 15 mil pessoas não apenas superou as expectativas, como testou o aparato de segurança e controle. “Um dos fatores que contribuiu para esse grande fluxo de pessoas foi o cancelamento de eventos carnavalescos em cidades da região, o que trouxe muita gente à cidade”, disse o secretário de Cultura.

O espaço que será utilizado para o Carnaval, trecho de 600 metros por 30 metros de largura, na avenida Rodolfo Purpur (antiga Monlevade), é o mesmo que constava na licitação para terceirização da festa. Como não houve empresa interessada no projeto, denominado ′Sanbrando′, o processo foi cancelado. Mas sua ocupação para o Carnaval, que inicialmente seria realizado no Novo Centro, exigiu diversas vistorias técnicas.
A fiscalização de ambulantes para coibir a venda de bebidas alcoólicas para menores será intensificada, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. “Não haverá margem nenhum de tolerância para esse problema. No flagrante do ato, o infrator se preso”, disse Miguel Fernando. Vender ou fornecer bebidas alcoólicas para criança ou adolescente é crime, com previsão de pena de 2 a 4 anos mais multa.

A segurança também será reforçada. Além do efetivo das polícias Civil e Militar e da Guarda Municipal, serão contratados cerca de 100 seguranças privados. A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e Polícia Rodoviária Federal estudam estratégias para fiscalização e facilitação de operação de táxis e serviços de aplicativos. Não será permitido o acesso de veículos ao local do evento a partir da avenida Colombo.
Vereadores e representantes das forças de segurança foram unânimes em apoiar a mudança de local para a realização do Carnaval. “A prefeitura está de parabéns por estar disposta a enfrentar o problema e não apenas cancelar o evento. A agilidade do poder público é louvável”, afirmou o vereador Mário Verri. “Uma decisão técnica e não politizada que pensa na vida e em um carnaval seguro”, completou o vereador Alex Chaves.

Além do vice-prefeito, Edson Scabora, do secretário de Cultura, Miguel Fernando e do secretário de Segurança Municipal, coronel Antonio Roberto dos Anjos, participaram da reunião os vereadores Alex Chaves, Jean Marques, Onivaldo Barris, Odair Fogueteiro, Flávio  Mantovani, Mário Verri e Sidnei Telles, o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Ademar Paschoal, delegado Luiz Alves, da Polícia Civil, o capitão Régis Gonçalves, do Corpo de Bombeiros, inspetor Luiz Spaciari.