A diferença entre SER e TER

A diferença entre Ser e Ter, embora óbvia, é bastante confundida. Geralmente
quando se pergunta a alguém quem ela é, geralmente respondem o que ela faz
e tem. Respondem qual a sua profissão, o que gosta de fazer, seu lazer, estudo,
atividades profissionais e com quem se relaciona. Muito raramente falam do seu
Ser, suas características, seus valores, seus desejos e projetos. Mas o conhecer
alguém vai além do que ela adquiriu e do que ela faz. Dizer que conhecemos
alguém é conseguir antecipar o que essa pessoa vai fazer diante das situações,
pois sabe-se quem ela é em seu Ser. Conhecendo a subjetividade sabemos
quem o outro é.
A maior diferença psicológica que se encontra entre Ser e Ter está na segurança
que a pessoa pode ter. Uma pessoa segura de si, primeiramente, sabe quem ela
é e, com isso, consegue definir com clareza quem ela quer ser num futuro.
Dessa forma ela sabe o que deseja possuir e o que é necessário fazer para
alcançar. Sendo assim, mesmo que no caminho ela encontre adversidades,
essas não serão um peso para sua vida, mas dificuldades que precisam ser
superadas. O caminho percorrido, mesmo sendo difícil, é leve de ser vivido. Em
contrapartida, uma pessoa insegura é aquela que acredita que precisa ter
determinadas coisas para então começar a fazer e, consequentemente, ela
espera que será um destaque, pois se tornará aquela pessoa que no fundo ela já
deseja ser, mas não é. Mas dessa forma ela, ou paralisa e nem inicia as
atividades que se propôs, ou as realiza de forma insegura com grande chance de
dar errado. Além disso, é bastante comum reclamar das dificuldades que o
caminho apresenta.
Uma outra grande diferença se encontra quando se mede a confiança que se
tem em alguém. A confiança não vem pelo que a pessoa tem, mas pelo que ela
é. A ação de uma pessoa que inspira confiança passa uma certeza, pois ela leva
em consideração as consequências que ocorrerão ao seu redor, tanto no campo
material, como na relação das pessoas que serão afetadas. E isto só é possível
se os valores que constituem sua personalidade são de boa índole.
Experimente numa próxima oportunidade falar a respeito de você e seus
projetos. Alguns gostarão, mas outros acharão estranho, porque na realidade
não querem saber como realmente você é, apenas manterão a confusão entre
Ser e Ter e se enganarão achando que lhe conhecem.

psicólogo Flávio Melo Ribeiro

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro
CRP12/00449
A Viver – Atividades em Psicologia desenvolveu programas psicoterapêuticos que
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